Escolha · Diretório sem avaliações

Oito concorrentes, três checados no diretório de saúde: dois perfis e zero avaliações

Numa cidade média do interior do Rio Grande do Sul, a pesquisa de 15 de junho de 2026 checou o perfil de três de oito concorrentes num diretório de profissionais de saúde: dois têm perfil, e nos dois não há avaliação nenhuma. Se o diretório está mesmo à frente na busca, como os agentes anotaram sem contar, o paciente que clica nele encontra um perfil sem opinião nenhuma para comparar.

Dos oito concorrentes mapeados numa cidade média do interior do Rio Grande do Sul, em 15 de junho de 2026, a pesquisa checou três num diretório de profissionais de saúde: dois têm perfil, e os dois mostram zero avaliações. Os agentes anotaram que o diretório aparece nas primeiras posições da busca da categoria, mas não contaram buscas.

O que observamos

A ZEITH mapeou, para um cliente seu da área de ortodontia, oito concorrentes que a pesquisa apontou como o grupo que domina a busca por ortodontista com alinhadores na cidade. Para cada um, a pesquisa procurou cinco sinais públicos: site próprio, nível Invisalign exibido, nota no Google, seguidores no Instagram e perfil no diretório, que é o Doctoralia. Seis dos oito têm site próprio confirmado, e dois ficaram sem informação. Seis exibem um nível Invisalign, com cinco rótulos diferentes entre eles: Diamond, Diamond Expert, Platinum, Advantage Gold e, em dois casos, Invisalign Doctor. Nos outros dois, não há nível registrado.

O que a busca entrega ao paciente é, portanto, uma lista de nomes com sinais desiguais. Os agentes anotaram o diretório entre as primeiras posições, sem registrar quantas buscas fizeram nem a posição exata de cada resultado, e a leitura do Google feita no mesmo dia não o cita entre os que dominam a categoria: as duas descrições não foram reconciliadas. A pergunta que a ZEITH faz a esses dados é o que o paciente encontra quando abre um desses perfis para comparar.

A evidência

No diretório, o registro é curto. A pesquisa checou três dos oito: dois têm perfil, e ambos aparecem com zero avaliações, o que o levantamento descreve como “Opiniões em breve”; o terceiro não tem perfil. Para os outros cinco, a situação no diretório não foi registrada. A leitura inicial do levantamento dizia que quase todo perfil de concorrente estava sem avaliação. A tabela sustenta dois de oito, e é esse o número que vale.

Fora do diretório, as únicas avaliações com contagem registrada estão no Google. Três concorrentes têm nota com número: 5,0 com cerca de 80 avaliações, 5,0 com cerca de 40 e 4,7 com cerca de 150. Nos outros cinco, o campo ficou sem dado. No Instagram, quatro têm número de seguidores registrado, de cerca de 2 mil a 5 mil. Nenhuma das oito linhas da tabela tem os três sinais preenchidos ao mesmo tempo: nível exibido, nota com número e seguidores com número.

Por que acontece

A pesquisa mede o que está nas páginas, e não o motivo. A explicação mais simples é de lógica: uma busca ordena endereços, e a página de um diretório pode existir sem uma única opinião de paciente. A posição na página e a comparação que o paciente faz são operações diferentes, e, se o diretório de fato lidera a busca, dois perfis vazios mostram que elas podem se separar.

Há uma segunda possibilidade, que ninguém testou. Em profissão regulamentada, as regras do conselho sobre o que pode ser divulgado podem pesar na decisão de pedir ou de expor avaliações. É hipótese, e não achado: nenhum dos oito foi consultado.

Aparecer na busca e poder ser comparado são problemas diferentes.

O que muda

Para quem compara, uma lista de nomes resolve a descoberta e deixa a comparação incompleta. Quem quiser comparar monta a régua sozinho, com a nota de um lugar, o nível de outro e os seguidores de um terceiro, sem que o mesmo conjunto esteja disponível para todos. As lacunas da tabela podem ser da pesquisa e não do mercado. Os agentes consultaram páginas públicas, as mesmas que o paciente vê, mas supor que ele enfrente buracos parecidos é suposição, e não achado.

Para quem precisa ser escolhido, há três fontes de sinal. O diretório, segundo os agentes, tem a posição na página. Cada profissional tem o que diz de si: o site, o nível exibido, o Instagram. O paciente tem a avaliação, que foi o sinal encontrado em menor quantidade, e nos dois perfis do diretório que a pesquisa checou não havia nenhuma.

Posição da ZEITH

A leitura da ZEITH é que estar na frente da busca e ser comparável são problemas diferentes, e que, no que a pesquisa registrou, a opinião de terceiros foi o sinal mais escasso: três notas com número no Google e zero avaliações nos dois perfis do diretório. Discordamos de tratar visibilidade como objetivo final: ela dá entrada na comparação, e não resultado nela. O levantamento tem n = 8, uma cidade e uma especialidade, e não mede o que o paciente faz depois da busca. Fica como hipótese que a ZEITH quer testar em outras cidades: onde o diretório que lidera está vazio de opiniões, a comparação fica com quem tiver uma opinião de terceiro verificável em algum lugar público.

Amostra e método

n = 8 concorrentes apontados pela pesquisa como o grupo que domina a busca por ortodontista com alinhadores numa cidade média do interior do Rio Grande do Sul, sem critério de seleção registrado e sem sorteio. A tabela dos oito foi montada em 15 de junho de 2026 por um agente de IA de pesquisa, em páginas públicas; um segundo agente trabalhou em paralelo em outro tema e não entra nesta amostra. Cinco colunas: site, nível Invisalign, nota no Google, seguidores no Instagram e perfil no diretório. Célula sem dado foi marcada como tal, e pode significar que a pesquisa não verificou, e não que o dado não exista. No diretório, só três das oito linhas têm registro. A posição do diretório na busca é observação dos agentes, e o registro não traz a contagem de buscas nem a posição exata de cada resultado. A leitura do Google feita no mesmo dia para o profissional atendido descreve a busca por categoria como dominada por sites próprios de clínicas e por perfis de Instagram, sem citar o diretório entre eles, e as duas descrições não foram reconciliadas. Essa leitura foi feita na sessão logada do profissional atendido, e não em janela anônima, e dos cinco sites próprios que ela lista como dominantes só dois estão entre os oito. Por isso a tese depende de uma posição que não foi medida, e o texto a trata como condição. Não medimos cliques nem o comportamento do paciente. Notas e seguidores descrevem o dia da coleta, e as contagens aparecem arredondadas neste texto. Oito concorrentes de uma cidade não permitem falar de “o mercado”.

Fontes

Como este artigo foi feito

Agentes de IA da ZEITH monitoram fontes, coletam e organizam os dados e redigem a primeira versão. A investigação, a leitura e a decisão de publicar são da ZEITH, e Leandro Manique responde pela conclusão. Os dados dos 8 concorrentes foram coletados em 15 de junho de 2026, em páginas públicas, por um agente de IA de pesquisa. Dados de clientes entram anonimizados. Política editorial: zeithco.com/politica-editorial.